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Foto: Edu Abad

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Nome: Maria Beatriz Alves Meira

Natural de São Paulo, capital do estado de São Paulo.

Idade: 64 anos

​Técnicas: Gravura, Tapeçaria e Pintura

Béa Meira

Maria Beatriz Alves Meira (Beá) é artista visual cuja produção transita pela gravura, tapeçaria e pintura. Formada em Arquitetura e Urbanismo e em Design pela FAU-USP, na década de 1980, iniciou sua trajetória profissional na área do design e, posteriormente, atuou na educação artística, coordenando cursos e projetos pedagógicos. Atualmente, dedica-se exclusivamente à produção artística.

Embora nascida e residente em São Paulo, sua obra se relaciona diretamente com a Região dos Inconfidentes por meio da investigação estética dos impactos da mineração em Minas Gerais e da participação em exposições e projetos no território. Algumas das obras de Beá sobre mineração são: “Mineroduto e desmatamento sobre terra preta. Estratigrafia de uma ex-floresta”, “Ruínas do capitalismo”, e “Atividade mineradora sobre pedra ".  

A temática da mineração atravessa sua obra desde 2015, quando atuou na formação de professores de arte em Colatina (ES), às margens do Rio Doce, e vivenciou os impactos do rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana. Essa experiência consolidou sua investigação sobre os efeitos sociais, ambientais e territoriais da mineração. Em 2024, participou da exposição Paisagens Mineiradas: marcas no corpo território, no Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, reunindo obras dedicadas à memória das vítimas do rompimento, à devastação ambiental e aos processos de regeneração ambiental.

Sua produção articula arte e ciência, mobilizando dados ambientais, mapas e registros meteorológicos como materiais visuais. Esse interesse se manifesta no tratamento da mineração e além, por exemplo, em tapeçarias têxteis confeccionadas a partir de informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), iniciadas após as queimadas na Amazônia, em 2019, e voltadas à abordagem de eventos climáticos. Embora a tapeçaria seja a linguagem que mais chama a atenção do público, Beá identifica a gravura em litografia (técnica realizada sobre pedra) como foco de sua produção, por permitir aprofundar material e simbolicamente o discurso sobre a mineração.

Sua produção integra acervos em São Paulo e circula por Minas Gerais, orientando-se pelo compromisso de atuar, por meio da arte, como agente de reflexão crítica sobre os processos que afetam a vida na Terra. 

Instagram: @bea.meira

 

Por Alycia Rodrigues Resende, Lavínia Carmo Gomes, Luciano Paes Lima, Maria Clara de Paula Silva e Raquel Aparecida de Sousa Cruz 

Agosto de 2025

Foto: Acervo Pessoal

O Deus da Mercadoria.jpg

Foto: Acervo Pessoal

Lito-Atividade mineradora sobre pedra 30x30.jpg

Foto: Acervo Pessoal

Lito-Ruínas do capitalismo25x30.jpg
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