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Foto: Clara Tófoli

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Nome: Graciano José Borges

Natural de Santa Rita de Ouro Preto, Minas Gerais

Idade: 48 anos
Técnica: Escultura

Graciano Borges

Graciano Borges é um escultor independente, especializado em obras do neobarroco em madeira. A formação artística de Graciano Borges ocorreu principalmente de forma autodidata. Aos sete anos, iniciou na escultura em pedra-sabão, material tradicional do artesanato mineiro, produzindo pequenas peças, como carros de boi, cavalos e brinquedos, que muitas vezes eram trocados por outros objetos que não tinha condições de comprar. Criado na Região dos Inconfidentes, teve contato frequente com as igrejas históricas dos arredores, especialmente em Congonhas, onde conheceu a obra “12 Profetas” de Aleijadinho e outras artes do barroco mineiro. Essas referências tiveram papel fundamental em sua formação artística e despertaram seu interesse pela escultura de caráter religioso.
 

Na juventude, Graciano se mudou para a cidade de Mariana com o objetivo de cursar o ensino técnico em contabilidade, mas acabou interrompendo os estudos. Passou, então, a trabalhar como trocador de ônibus, conciliando a rotina laboral com a produção de esculturas sob encomenda. Aos 23 anos, deixou o emprego e iniciou uma parceria com o também escultor  Hélio Petrus. Essa experiência foi decisiva para o aprimoramento de suas técnicas e para o fortalecimento de sua trajetória profissional na escultura. Para Graciano, a maior realização que seu ofício lhe trouxe é poder aperfeiçoar sua arte e viver dela. O artista fortalece a iconografia sagrada ao estimular a colaboração com outros talentos
da região, como pintores e escultores. Seu reconhecimento estende-se não só ao território mineiro, mas também a diversas cidades pelo país, graças a contribuições como a imagem de
 

Nossa Senhora Sant’Ana, na Igreja Antiga em Aparecida do Norte (SP), e a restauração e réplica da imagem bicentenária do Senhor Bom Jesus de Araquari (SC). Nesta última, a atuação rendeu a ele e a seu mentor, Hélio, os títulos de cidadãos honorários da cidade, em homenagem à excelência do serviço realizado pelos artistas. O legado de Graciano José Borges está diretamente ligado à valorização da escultura tradicional e da arte popular mineira. Uma das especificidades de sua obra é a recorrente presença da  Santíssima Trindade, elemento que reforça o caráter religioso e simbólico. Ao longo de sua trajetória, o artista aprimorou suas habilidades dentro de uma estética neobarroca, mantendo
um diálogo tanto com o barroco mineiro quanto com o europeu. Essas referências são ressignificadas sob a própria visão artística, conferindo um estilo suave e sereno às esculturas. Embora utilize a talha como técnica principal, Graciano prefere trabalhar o cedro de forma intuitiva e com ampla liberdade criativa, sem se prender a métodos rígidos. Sua produção contribui para a preservação do patrimônio cultural do Estado e para o prestígio da escultura
popular no Brasil.

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Instagram: @gracianoborges1

 

Por Cauã Araújo, Clara Tófoli, Eugênio Lopes, Juliana Noemy, Sofia Nunes, Yasmin Alcântara.

Janeiro de 2026

Foto: Juliana Noemy

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Foto: Clara Tófoli

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Foto: Clara Tófoli

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