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Foto: Vinícius Paes

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Nome: Mo Maie

Natural de Mariana, Minas Gerais

Idade: 46 anos

Técnicas: Pintura e Colagem

Mo Maie

Mo Maie, ou Momayê, é uma artista, educadora popular e ativista que atua no campo visual, sobretudo na pintura acrílica e colagem, e no audiovisual. Sua produção se alinha às Artes da Terra, utilizando tintas naturais, componentes orgânicos e materiais do ecossistema local. Suas referências incluem o afro-barroco, a arte ingênua, o simbolismo e o afrofuturismo, com uso de símbolos africanos, como os adinkras, e traços de culturas dos povos nativos brasileiros. 

Graduada em Comunicação Social em 2003, passou por uma formação criativa e “espiritual”, como gosta de dizer, por meio de experiências comunitárias, investigações práticas e ensinamentos de mestres e mestras da cultura popular e em países da África Ocidental, com destaque para Senegal e Guiné, em diálogo com tradições dos giots, guardiões da tradição oral, e com práticas contemporâneas de comunicação digital. No entanto, sua trajetória artística começa antes, influenciada por sua avó, que era uma artesã dedicada às práticas manuais, sua infância foi profundamente marcada pela música, pela oralidade e pela inventividade. 

Ao longo da carreira, teve experiências em diversas regiões do Brasil, como Bahia, e no exterior, na Espanha e na África Ocidental. Participou em mostras, criou painéis, lambe-lambes, vídeos e instalações com seus desenhos e pinturas. Foi fundadora do Coletivo Vira Saia e do Coletivo Djalô, estabelecido em 2016, voltado à arte comunitária, à educação ancestral e à atuação em áreas impactadas por desastres socioambientais. Realiza atividades educativas em instituições de ensino e em comunidades quilombolas e indígenas, empregando seu conhecimento artístico na promoção das memórias e identidades regionais. Por isso, Mo Maie vê a arte como meio de transformação social, aprendizado e religação com conhecimentos ancestrais e descreve seu trabalho como “artivismo”. 

Um de seus projetos mais importantes é a série Árvores, Memórias e Reflorestamento, que gerou a produção de livros, documentários e iniciativas culturais focadas na salvaguarda da memória de comunidades tradicionais. Além disso, colabora ativamente com a TEIA, uma rede que une diversos movimentos populares, incluindo pessoas impactadas por represas, comunidades remanescentes de quilombos, povos originários e grupos culturais.​

Por Camila Fernandes, João Paulo Leandro, Vitoria Emanuelly Souza Araújo, Evillyn Oliveira, Sarah Correa, Bianca Andrade

Agosto 2025

Foto: Evillyn Oliveira

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Foto: Evillyn Oliveira

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Foto: Evillyn Oliveira

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